terça-feira, 7 de outubro de 2008

Peça: A festa de abigaiu (Por Cecille Figueredo)


A festa de abigaiu, uma peça do inglês Mike Leigh (diretor de filme como Segredo e Mentiras, Agora ou Nunca), reestreiou mês passado no Teatro Augusta. Mas agora com a direção do nosso professor Mauro Baptista Vedia.
Peça escrita em 1977, mostra um encontro de vizinhos, Beverly (Ester Laccava) e Lawrence (Eduardo Estrela recebem em sua casa o casal (Ana Andreatta e Kiko Vianello) e a vizinha Susan (Fernanda Couto), a mãe da adolescente Abigaiu, jovem que aproveita a saida de mãe para dar uma festa em sua casa. A inocente rodade de drinques acaba se tornando um grande circulo revelador da moral de cada um. Com um diágolo ácido e melancólico a pessa desmontam personagens e oferecem oportunidades ímpares ao elenco. E cria no telespectador diferentes registros de interpretações. Enquanto um ator usa do dramático, outro adota um tom de paródia, fazendo uma observação dos hábitos e costumes da sociedade contemporânea, dando um pouco de um humor negro.

Mercado Mundo Mix (Por Cecille Figueredo)






Aconteceu nos dias 08/ 09 de Março a primeira edição de 2008 do Mercado Mundo Mix, no Memorial da América Latina. Um evento que já teve 200 edições realizadas, nesta nova edição de 2008 resolveu inovar, e trouxe para o evento um grande concurso de anime e cosplay. Este concurso ocorreu no segundo dia do evento, e o ambiente se tornou um grande palco do World Cosplay Summit, e o grande vencedor brasileiro terá a oportunidade de ir para o Japão concorrer na grande final mundial. Outra grande atração foi a presença muito forte das exposições do Toy Art.
Estava presente no evento roupas da MM, um dos grandes fatores que transformou este evento um dos marcos brasileiros da moda. Grandes marcas como A Mulher do Padre, Marcelo Sommer, Thaís Gusmão já passaram e tiveram seus primeiros passos no MM.
O evento é um grande incentivador para novos estilistas, e esta sempre disposto a novas idéias. A idéia do evento Mercado Mundo Mix é abranger um grande público com idéias, estilos e comportamentos diferentes, para aqueles que estão sempre em busca de uma própria identidade. Focando para principais Marcas de Moda, Música, Design e para todos aqueles que estão dispostos a se alimentar desta nova cultura contemporânea.
Foram expostas 150 marcas expositoras, divididas entre Moda, Design e Arte. trazendo marcas como Adriana Kobata, A Fetish Furry's Demi-Couture, e para complementar trouxe a marca da Marimoon a Vj da Mtv.

"Baba Vacaro e o Design" (por Fernanda Cury)

Nesta última sexta-feira, dia 03 de outubro de 2008, tivemos o privilégio de receber, em nossa universidade, a designer de produtos Baba Vacaro, que, de forma muito espontânea e gostosa, dividiu conosco não apenas a sua trajetória no design, mas também um pouquinho de sua história.
Baba formou-se em design de produtos, em uma época em que as pessoas sequer imaginavam para que serveria um designer. Contou que algumas pessoas achavam que o designer seria um tipo de “contador”, um “administrador de empresas”, e por isso o design não era ainda muito valorizado.
Deixou claro que viveu os horrores da ditadura, um momento em que nossos olhos foram praticamente fechados, e não tínhamos acesso à informação, nem tampouco sonhávamos com a internet. Para se conectarem com o mundo, os designers viajavam, trazendo informação e fazendo “tráfico de revistas e livros” entre eles.
Esclareceu que se inspirou no sucesso do design italiano que, depois da guerra, foi um dos responsáveis pela reconstrução da Itália, de uma forma bastante criativa. Um exemplo por ela mencionado foi o da criação da “vespa”, que solucionou o problema de locomoção e de falta de “grana” dos italianos, movimentando um país que queria fazer a diferença. Quem visita esse país sabe que o pequeno veículo faz sucesso até hoje.
Assim como a guerra na Europa, a ditadura também foi um atraso para o Brasil, que nos anos 50 vivera uma época em que a criatividade aflorava em todas as áreas, como ocorreu com a Bossa Nova que se espalhou por todo o mundo.
Depois de mais ou menos 20 anos parados, finda a ditadura, veio a queda do mundo de Berlim, e tudo mudou. Vivemos a abertura do mercado e passamos a consumir produtos importados que acreditávamos serem melhores que os nossos, talvez pelo nosso complexo de colonizados, que a Baba chamou “torcicolo cultural”. Com os avanços tecnológicos, seguiu-se a democratização da informação, ingressando em nossas vidas a internet.
Com toda essa mudança de cenário, houve modificações também no mercado, que, aos poucos, foi se tornando mais maduro e que, hoje, já se voltou para o consumo de produtos mais criativos e simbólicos.
Baba, então, passou a trabalhar em empresas que criavam produtos relacionados ao “morar”, percebendo que, na vida pós-moderna, muitas vezes, passamos o dia inteiro com a bunda grudada em uma cadeira. Esse objeto, portanto, faz parte de nossas vidas, como se fosse um prolongamento de nossos próprios corpos. Por esse motivo, além de a cadeira ser confortável e de cumprir a função para a qual foi criada, ela deve possuir algo a mais, um diferencial. Deve cumprir não apenas um papel estético e funcional, mas também emocional, expressivo.
Segundo Baba, se o objeto é criado para um determinado público, que tem determinados desejos e necessidades, devemos sempre colocar essas pessoas como referência e centro de nossa criação. Devemos nos perguntar, portanto, com quem a marca quer conversar. Afinal, temos muita responsabilidade ao desenvolvermos um produto para alguém.
Como designers, temos a missão de sempre melhorar a vida dos usuários de nossos produtos, fazendo-os mais felizes, tornando suas vidas mais fáceis e confortáveis. E, para isso, devemos decifrar a “alma” da marca para onde trabalhamos e do público para o qual criamos. Às vezes, até mesmo para recuperá-la, como aconteceu quando Baba ingressou na empresa Dominici, história que a designer nos relatou com todos os detalhes.
Também, contou que a marca “San James” trabalha com a simbologia da prata, dedicando-se a contar “histórias de bem-viver”. Para essa empresa, Baba cria produtos como jarras, bandejas, produtos de mesa em geral, que simbolizam os poucos momentos de relax que temos, sentados à mesa com a família, com os amigos, nos almoços, jantares e chás da tarde.
Em seguida, a palestrante deixou claro que hoje o design brasileiro está tentando resgatar o espírito criativo do design dos anos 50 (justamente a época da Bossa Nova). Lembrou da loja criada por Sérgio Rodrigues: a Oca, que foi o ponto de efervescência cultural do momento.
Segundo Baba, Sérgio foi um ícone para o mobiliário brasileiro, criando peças diferenciadas para preencher as construções modernas de Oscar Niemeyer. Um exemplo é a famosa “poltrona mole”, encomendada por um amigo fotógrafo que queria uma poltrona confortável, para poder se esparramar. Quem conhece a poltrona sabe muito bem que ela é a tradução da alma brasileira e do próprio Sérgio, o que mostra que os objetos são uma forma de expressar não apenas uma determinada cultura, onde o designer se insere, mas também uma “ressignificação”, uma “releitura” e uma “reescrita” desse designer.
Mas onde estaria a brasilidade em Baba? Ou ainda, em que objeto concebido por ela, estaria a sua alma? Justamente na “mandacaru”, que traz uma narrativa, parece a flor do sertão, mas tem a ver com o improviso brasileiro, com a flexibilidade e liberdade. Na verdade, são seis almofadas costuradas umas às outras, que expressam a simplicidade do povo brasileiro. Esse produto seria não apenas a alma do nosso povo, mas também a alma da designer.
Afinal, o design não deixa de ser uma forma de expressão, uma maneira própria de enxergar um produto, que evidentemente traduz todo o repertório do designer, o pano de fundo em que ele vive, a cultura da qual ele é produto e que ele transforma através de suas criações.
O bate-papo com Baba veio a confirmar o que temos debatido e sedimentado nas salas de aula: a necessidade de colocar o homem como centro, como razão maior de nossa criação, pois o design não deve apenas ser funcional, estético, inovador. Os tempos da racionalidade terminaram, passando o design a ser um verdadeiro gesto cultural, devendo ressignificar, reler, reescrever, expressar e emocionar.

domingo, 5 de outubro de 2008

"A alma imoral" (por Fernanda Cury)

Embora muita gente freqüente a Livraria Cultura, do Conjunto Nacional (Paulista), pouca gente se dá conta de que ela abriga também um teatro. E mais que isso, a peça atualmente em cartaz é um convite à reflexão.
"A Alma Imoral" é uma adaptação que a atriz Clarice Niskier realizou para o livro de Nilton Bonder, um best-seller que alguns afirmariam tratar-se de um livro de auto-ajuda. Confesso não conhecer a obra de Bonder, mas posso afirmar que o monólogo de Clarice fica longe de ser assim rotulado, pois é uma "reescrita" que não traz fórmulas prontas, mas nos faz repensar, questionar nossas crenças e nossos valores.
Clarice se apresenta como uma "judia budista", mostrando que, apesar de acreditarem que isso é impossível, essa condição é perfeitamente viável, não havendo impedimento algum para que isso aconteça.
Engenhosamente, discute o que é moral e imoral, o que é certo e errado, usando textos bíblicos e filosóficos, fazendo-nos compreender que, às vezes, o certo é errado, e o errado, certo, ou que o imoral é moral e a moral, imoral.
Talvez você esteja pensando que isso pode dar um nó na sua cabeça... E pode mesmo... Mas não se preocupe... Já no início da peça, Clarice deixa claro que, se precisar, basta que você repita um trecho daquilo que foi apresentado e ela o repete... Assim, se você se perder no emaranhado de seus pensamentos, poderá retomar de onde parou...
De qualquer forma, identifiquei-me muito com as falas de Clarice, que trouxe à tona, muitos dos questionamentos que já habitaram minha alma e, em alguns momentos, confesso, até mesmo chorei, não conseguindo conter minhas emoções.
Assistam! Vale muito à pena, porque acrescenta...

sábado, 4 de outubro de 2008

A festa de abiagaiu (por cacau)


"A festa de abigaiu ",
Peça produzida por Alexandre Laccava e Élcio Hart com direção de Mauro Baptista é uma produção da Laccava produções que esta em cartaz no teatro Augusta . No elenco estão :Ana Andreatta , Eduardo Estrela ,Ester Laccava , Fernanda Couto e Kiko Vianello.
A peça é uma sátira do cotidiano dos casais modernos , envolve dois casais e uma mulher separada que tem dois filhos. Com muito humor e uma pitada de sarcasmo conta da vida dessas pessoas: o casal de afintriões Beverly e Lawrence que recebem em sua residência o novo casal Tony e Susan ,que além de recém casados estão de mudança para o bairro, e recebem também a a mãe de Abigaiu a adolescente que esta dando uma festa na casa do lado ...
Durante o encontro os casais e a mãe de Abigaiu depois de alguns drinques começam a comentar as aflições do seus cotidianos e fica claro o descontentamento deles de como a maneira da vida moderna os obriga a viver em regras sociais ultrapassadas mas ainda fortes mesmo nos dias de hoje . Em muitos momentos fica clara a crítica sobre forte influência do jeito americano de viver imposto no mundo europeu , e não somente nele mas em todo o globo, é nítida a ifluência da cultura americana na vida comum, nos habitos e consumos desses casais e nas novas realidades de suas sociedades não mais fundadas em valores tradicionais mas no "american life ", que os transforma em pessoas cada vez mais materialistas ,individualistas e superficiais e as vezes fúteis, já que apesar de estarem em contato com a cultura e de viverem em sociendade eles simplismente passam por toda a informação e sensações sem nada transcrever delas. Há quem se adapte fácil a esse novo jeito de viver e por outro lado quem não suporte ,onde:
"VIVER É SIMPLISMENTE MAIS UM ATO DE CONSUMO ."

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

CENTRO CULTURAL BSGI (por cacau)

O Centro Cultural Dr. Daisaku Ikeda fica localidado no bairro da Liberdade ,no centro de São Paulo, na rua Tamandaré n° 984 . O centro pertence a Associação Brasil Soka Gakkai Internacional (B.S.G.I.), representante nacional da Associação Soka Gakkai Internacional que é uma organização não governamental que procura promover eventos de valores que envolvem a paz e o respeito humano em prol do idel da educação pela cidadania global.
No Centro acontecem diversas atividades na busca de conscinetizar valores comuns sociais visando a humanização por meio de concientização e responssabilidade social . Acontecem uma variedade de palestras encontros exposições e intercâmbios culturais ,que envolvem problematizações que vão desde respeito ao meio ambiente à regras de valores sociais inspirados por meios da filosofia humanística de Nitiren Daishonin , onde seus pricipais conceitos estão inerente na dignidade e igualdade humana.
Tive a oportunidade de visitar o centro no dia 2 de outubro de 2008 e assistir á uma de suas reuniões de consagração, e foi muito legal .

Palestra com Baba Vacaro (por cacau)


A palestra com Designer Baba Vacaro aconteceu no dia 3 sexta-feira em um dos auditórios da Universidade Anhembi Morumbi , a intenção dos coordenadores do curso de Design de Moda em trazer a Baba para esta palestra é fazer com que nós alunos do 4° semestre tivessemos relatos de experiência de uma designer conceituada como ela ,ainda tivéssemos a oportunidade de questionar e tirar dúvidas com a designer , tanto sobre seu trabalho como com tudo o universo do "ser designer".
Baba começou a palestra falando sobre suas influências decorrentes do design italiano ,depois fez um breve resumo do quadro histórico do surgimento do designer desde a revolução industrial na europa e comentando também sobre a forte influência americana após os anos 50 no pós-guerra, e sua total hegemonia na década de 80 depois da queda do muro de Berlin. Fez comentários também sobre o período de ditatura no Brasil e o início da libertação criativa que trouxe a Bossa Nova com uma nova perspectiva de futuro para o país a partir da década de 50 iniciando-se ai o amadurecimento do mercado fabril e de consumo nacional que se mostrou mais disposto numa nacionalização de gosto e principalmente com o design voltado tanto para os materiais quanto as necissidades nacionais .
Na primeira foto esta Baba comentando sobre um dos seus produtos mais conhecidos a poltrona Mandacaru e na segunda um dos coordenadores do curso o professor e estilista Mário Queiróz a Design Baba Vavaro ao centro, e eu .
Baba Vacaro é formada em Design Industrial pela FAAP e atua hoje como design de produtos em diversas empresas com coordenadora de equipes de criação e na direção de arte de empresas como Básica Design e a Dominici. Entre suas peças estão luminárias , poltronas e tapetes .
Ao comentar sobre seus produtos a própria Baba elegeu a poltrona mandacaru como a peça de seu acervo que mais se aproxima de sua excência , como sendo o produto que melhor trancreveu o seu fazer demaneira que nela estão inseridos e unidos elementos ligados a cultura do seu país e de sua própria alma . A designer mostra também preocupada com questões ambientais e socias.